segunda-feira, 14 de maio de 2018

Trovoadas de Maio

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Esta jornada foi programada no sentido de gastar algum isco que seria para deitar fora se não o gastasse até ao final da temporada que se aproxima.
Cheguei ainda cedo ao spot numa tarde algo solarenga mas pouco depois e felizmente o sol rapidamente deu lugar às típicas nuvens de trovoada, condições que costumam ser normais no mês de Maio, muitas das vezes são as chamadas trovoadas secas. Têm esse nome porque normalmente não são acompanhadas de precipitação, mas podem trazer com elas alguma instabilidade ou tempo quente e abafado, por vezes são perigosas porque conseguem gerar incêndios…


Já começa a haver mais gente nas praias aqui no Algarve e isso é um perigo, vêm meter conversa com um gajo e depois no final dizem a famosa frase proibida (boa sorte ou boa pesca) o melhor é fazer-me passar por surdo para evitar diálogos que levam a tal insulto, ou então o próximo que me desejar boa sorte ou boa pesca vou acusa-lo de bruxedo…


Montei as canas nas calmas, detesto montar o material à pressa e já em cima da hora de pescar.
Foi uma jornada que pouco tem para contar e que terminou cerca das 24h com uma pesca magra (pouco peixe) onde no início saíram dois robaletes de escola primária que foram prontamente devolvidos ao seu recreio, daí em diante o peixe que saiu é o que está à vista. A jornada correu de uma forma normal, apesar de ter estado uma noite fresca mas já não são aquelas friezas do rigor do inverno, não houve vizinhos a chatearem com aquelas luzes tipo holofote, não houve perdas de exemplares consideráveis o que para mim é o mais importante para que uma jornada corra bem…


Linhas usadas nesta jornada:
  RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e MIMETIC 0,40 nos estralhos


Como não tive tempo para almoçar em casa, levei umas favas à Lobo (favas com chouriço preto, batatas e um ovo escalfado) para o lanche, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


 No dia seguinte fiz logo dois sargos para o almoço, um gajo tem de comer alguma coisa 😋


Ao final do dia encontrei um ninho de andorinha-do-mar com três crias.


Tão vulneráveis.

Pessoal queria deixar aqui um aparte para aqueles que comentam os meus relatos no facebook, se alguma vez eu não responder não é por mal, é porque ficou esquecido no meio de outros, como partilho em três ou quatro grupos por vezes perco o fio à meada 😊
Uma maneira de evitar esses esquecimentos é comentarem aqui no blogue, embora no facebook seja mais simples, façam como quiserem ou preferirem 😉
Saúde e força aí pessoal.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Debaixo de Olho

“Surfcasting”
Boas pessoal!
O Inverno infelizmente está no fim, a época das tempestades acabou e a Costa Sul voltou a ser o que sempre foi (uma piscina).
Esta foi mais uma jornada de surfcasting feita debaixo de olho, digo isto porque o mar ia descer de uma forma quase vertical a meio da noite e iria subir no dia seguinte novamente, este ano tem sido quase sempre assim e algumas jornadas têm sido feitas nos pequenos intervalos que o mar faz, então tinha ali umas horas para poder pescar e a jornada passou-se entre a 1h e até o raiar do dia.


A pesca nesta Costa é algo que me define e que me faz sentir vivo, arriscaria mesmo a dizer que é viciante…

Cheguei ao final da tarde para aproveitar a claridade e assim poder ler o mar e tentar marcar o melhor sítio para meter as canas a pescar na hora em que o mar o ia permitir, detectei várias correntes laterais naquela praia e não gostei porque pareceram-me demasiado fortes, mas o facto de ainda ser cedo naquele momento confortou-me um pouco, a carência de areia também se fazia notar em alguns pontos, mas este era um aspecto facilmente contornável porque não coincidia com as zonas que eu tinha debaixo de olho e que me agradaram à vista. Com as coordenadas gravadas no meu GPS cerebral podia agora conduzir até um local tranquilo e descansar ao som do silêncio da noite até à hora da festa.
Como não havia por ali pescadores a olhar ao spot e tinha havido uma grande mudança nos fundos não tinha necessidade de ir guardar o pesqueiro durante horas como já aconteceu em jornadas anteriores e depois tinha um plano B debaixo de olho para no caso de alguém se antecipar a mim.


À hora prometida fiz-me ao pesqueiro pela calada da noite sem fazer grande alarido e pouco tempo depois lá estava eu com as canas montadas e preparadas para atacar, na primeira meia hora o mar ainda tinha alguma força mas com o passar dos minutos pareceu-me que acalmou um pouco e lá começaram a sair uns pexecos, não houve exemplares de tamanho considerável e em lugar destes havia muita miudeza, o que não costuma ser comum em dias com estas condições, tive de me adaptar e selecionar ao máximo as capturas que ia fazendo. Foram libertados cerca de 6/8 peixes que não tinham o tamanho mínimo desejado e com alguma dificuldade lá consegui reunir alguns para trazer e dividi-los entre uma assada e uma fritada cá em casa.

Pela manhã, com a pesca feita e tudo arrumado aproveitei para dormir umas horitas no mato sem barulho, acho que é uma das coisas que mais gosto nestas idas à pesca é dormir no meio da Natureza onde os únicos sons que ouço são os dos pássaros e dos ramos das árvores a rosarem uns nos outros.
Da parte da tarde fui espreitar uns spots que ficavam ali perto e já de noite antes de voltar para casa lá tive de fazer uma última visita ao faval que eu tinha debaixo de olho, já estava nos restos e as favas já eram poucas e como não sou garganeiro apanhei apenas algumas para acompanhar com uma fritada 😉 um gajo tem de comer alguma coisa 😉

Ao longo do ano a espécie alvo vai mudando como se da fruta da época se tratasse e como tal está na altura de se apanharem umas Douradas, no entanto elas têm permanecido perto da Costa nos últimos meses e saíram algumas durante o Inverno, como eu não gosto de pescar no verão devido ao calor e à confusão para mim até é bom que as Douradas andem por cá o ano todo e assim sempre vão compondo as pescas quando os Robalos ou os Sargos faltam à chamada…


Estava eu a recuperar uma das canas e a sentir que trazia lá um peixinho, quando de um momento para o outro o peixinho parece que se transformou em peixão e deu uma arrancada que quase me saltou a cana das mãos, foi uma cena que durou cerca de dois segundos e parou de repente, por instantes fiquei assim tipo estátua a tentar perceber o que tinha acontecido e voltei a recuperar lentamente, qual foi o meu espanto quando a pesca chegou aos meus pés e deparei-me com isto (olha já não basta serem poucos e pequenos que este ainda por cima só vem metade)  😊
Certamente foi uma tintureira ou algo parecido, é normal predadores deste tipo aparecerem em certas praias nesta altura do ano.


Linhas usadas nesta jornada:  
RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e SkyLine 0,40 nos estralhos


Não é necessário guardar peixe demasiado pequeno com a velha desculpa do (dá para fritar) como podem ver os sargos de dose também fazem uma boa fritada, estes acompanharam as favas hoje ao almoço 😉


E as favas acompanharam os Sargos 😉


Tive inquilinos na varanda por uns dias, apanhei duas crias de Melro no jardim e dei-lhes guarita temporária para as proteger dos gatos. A protecção que lhes dei correu melhor do que pensei no início, os progenitores deram com os eles num instante e foram incansáveis num vai vem constante durante dias a fio para trazerem alimento aos seus filhotes.
Neste caso o pai com alguma coisa no bico.


Aqui a mãe com um petisco para os filhotes.


O pai com mais uma lagarta.


Com licença estou com pressa, os meus putos estão com fome.


E no final tudo acabou bem, uma semana mais tarde quando me certifiquei de que as crias já tinham asa suficiente para evitarem os gatos soltei-os e foram à vida deles…
Saúde e força aí pessoal.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Costa Alentejana

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Havia bastante tempo que o amigo João Santana do blogue: https://litoralalentejanosurfepesca.blogspot.pt/  me convidada para ir passar uns dias a casa dele em Sines, então num certo dia à conversa naqueles muitos petiscos  que fizemos prometi-lhe que no Inverno lhe ia fazer uma visita se houvesse oportunidade, era só uma questão de o mar fazer feição em dias que ele tivesse disponibilidade…


E assim foi,  quando as previsões anunciaram uma ondulação boa e que coincidia com alguns dias de folga do João, abalei de canas e bagagem para a casa dele, se o peixe ia marcar presença não sabíamos, mas uma coisa era certa; o petisco e boa companhia iam reinar de certeza e como o João não falha nessas coisas meteu o avental logo pela manhã, foi para a cozinha e preparou comida para três dias, e que comida 😊


Logo à chegada a recepção para o almoço foi tipo isto, com boa comida e boa companhia a falar de pesca até abre o apetite 😋


Este foi um dos dias em que fomos para a faina depois de um belo almoço ajantarado, já o João tinha duas canas a pescar e ainda eu montava as minhas nas calmas, naquele momento estava mais interessado em explorar visualmente aquelas praias da Costa Alentejana que para mim eram novidade do que propriamente montar as canas para pescar, mesmo assim não pude deixar de aproveitar aquele pôr do sol fantástico e sacar umas fotos ao meu amigo, pois sei bem como é difícil e o que custa sacar boas fotos quando se pesca sozinho…


O João adivinhava alguma coisa.

 Se por um lado as praias que eu normalmente frequento parecem uma “pista de aviação” por serem tão direitas e planas, estas por aqui afundam de tal maneira que me fazem lembrar um “abismo”, até parece que se está a pescar de cima de uma arriba…


O João neste dia estava mesmo com fé de fazer o aceio da tarde e não se enganou, este foi o preciso momento em que ele ferrou o velhaco.


Depois de uma garreia dos diabos lá saiu um Robalo daqueles que o seu peso e tamanho nada tem a ver com a foto, mas acreditem que pesou bem mais do que parece, tal como o mar que parece estar parado e fácil de pescar e no entanto foi um castigo para separar este peixe do mar naquelas escoas falsas que podem facilmente roubar um bom Robalo ou até mesmo arrastar um homem com elas…


Mas não estávamos sozinhos, o parceiro do João nestas andanças, o Mário também lá estava e fez questão de nos adoçar a boca todas as noites com uns pastéis de nata Xl, já para não falar nas sandes de presunto e no vinho, perdi a conta das qualidades diferentes de vinho que provei nestes dias, acho que há provas de vinhos com menos diversidade 😊


Numa outra noite foi a vez de o Mário mostrar que conhece os cantos à casa e levou-nos a uma outra praia, também ele já sabe enganar uns bons Robalos e como ainda não estava satisfeito com a pesca que fez, no caminho de regresso mostrou que tem a direcção da pickup bem alinhada e não perdoou esta lebre que queria brincadeira, o Mário estava em altas…


Chegávamos a casa cansados mas ainda havia disposição para lavar o material e por fim era hora de mais uma história acompanhada de uma bucha antes de deitar, quando dávamos por nós já o galo cantava hahahahhaha

(Não me lembro se foi nesta noite que aconteceu algo insólito, mas reparem; as pescas areavam com bastante frequência e perdemos algumas montagens, a certa altura estava eu junto do João enquanto ele já meio irritado tentava desarear a chumbada, quando cai uma estrela cadente e diz ele assim em modo de brincadeira (Vou pedir um desejo, recuperar esta chumbada) hahahahahahaha claro que começamos a rir………..Nisto a chumbada desareia e quando ele puxa aquilo vinha um peso do caraças e eu curioso fiquei para ver o que era, acreditem se quiserem mas o homem trazia três chumbadas hahahahahahahaha… Porra agora já sei qual é o segredo dele para apanhar tantos Sargos, imaginem se cada vez que ele prende a chumbica numa pedra pede um desejo 😂 assim também eu apanhava caixas e caixas de Sargos hehehehe)


Uma linda caixa com o nome de João Santana (parabéns amigo)


Mais uma madrugada, esta foi outra noite de pesca mas já em casa e com o material lavado como manda a lei, eram horas de mais um petisco e mais umas histórias até o galo dizer que estava na hora (reparem só nas “pomadas” que estão atrás de mim) hahahaha o Mister Sargo não falha…


Não foi uma pesca de sonho mas foi melhor que nada.


Resultado: Foram três noites e quatro dias muito bem passados que voaram num abrir e fechar de olhos, em boa companhia e com bons petiscos, tive o prazer de conhecer o Mário que é 5***** e o seu Pai que também não lhe fica atrás, até um gelado de feijão levou para nós hehehehe…

Um ponto menos bom destas jornadas foi a temperatura que nestas noites chegou facilmente aos 0º graus e foi um inimigo que tivemos de combater a tempo inteiro, um outro inimigo que nos pregou uma grande partida foi uma raposa que nos deu uma banhada que me deixou com o sapo entravacado no garganil até hoje, aquilo era raposa velha batida no assunto que dá 10 a 0 a qualquer carteirista e com o tempo ainda aprende a abrir garrafas de cerveja a velhaca, conheço várias raposas que frequentam praias distintas e nunca vi uma coisa assim, esta ladra cá para mim pertence ao governo só não sei a que partido pertence porque nem lhe vi a cor…

O João mostrou que também tem garra para pescar aos Robalos em noites geladas, não desiste para aí assim e a moral mantém-se em alta até ao último lançamento da noite, por isso não se admirem quando ele volta e meia aparece aqui com uns belos barrotes…

Da minha parte a pesca foi fraca, apanhei pouco peixe e o maior tinha apenas 1kg, não eram os meus dias embora tivesse trabalhado para isso, sinceramente pouco me importei, pois estava ali para curtir novos spots e passar bons momentos entre amigos. No entanto tive o prazer e o privilégio de ser reconhecido várias vezes pelo João e pelo Mário e isso para mim vale tanto como o peixe que poderia ter apanhado, pois é uma atitude que pouco se vê nos dias de hoje e que eu valorizo bastante. 


Mas não pensem que voltei levezinho, o João fez questão de que eu viesse carregado e ofereceu-me uma Abóbora aí com uns 15 kg 😂 para juntar aos 3 ou 4 kg que engordei nos quatro dias que estive na casa dele hahahaha, cada vez que vou a Sines volto com uns quilinhos a mais 😊

Valeu também a experiência de disfrutar e pescar em spots que não conhecia com especial atenção para a última noite em que só fiz spinning e percorri vários kms durante horas num ida e volta em que perdi a noção do tempo por tão relaxado e descontraído que estava, nunca tinha “varrido” uma praia tão comprida a spinnar, pois normalmente os spots que frequento são curtos ou com obstáculos naturais que interrompem a sequência dos lançamentos, tais como entrilhados de pedra, rochas ou falésias, outro aspecto distinto são as praias fundas de areia grossa que diferem bastante das “minhas” que são rasas e de areias finas. Ainda tive um Robalo preso mas o velhaco desferrou, paciência…

Houve boa companhia, camaradagem e apesar do cansaço e poucas horas de sono a boa disposição reinou o tempo todo…
Só tenho a agradecer ao João mais uma vez que foi 5***** obrigado amigo 😊 
Saúde e força aí pessoal.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Crafty Minnow 150F

“Spinning”
A Crafty Minnow 150F é uma amostra flutuante da Cinnetic construída em plástico ABS, com 24g de peso e 15 cm de comprimento, segundo o fabricante ela nada numa camada de água entre os 20 cm e 1,5m de profundidade; na minha opinião acho que a sua profundidade standard andará sensivelmente entre os 50/80 cm se recuperar com a ponteira média ou baixa respectivamente, o que não a impede de se agarrar à água com “unhas e dentes” devido ao tamanho da sua palheta forte e robusta, esta é uma particularidade que faz dela uma arma mortífera para zonas de rocha.


Actualmente são dez as cores que ela veste e que são bastante atractivas, dona de uma aparência realística e olhos em 3D, características que lhe dão uma grande naturalidade e que despertam o instinto predador dos Robalos mais tímidos. Protegida com duas camadas de verniz para uma maior longevidade, incorpora um sistema de transferência de pesos magnético e vem equipada com três anzóis triplos VMC 9626-3x-nrº 4
É um Jerkbait que se enquadra dentro da categoria low cost e o seu preço nas lojas rondará os 11€.


Com as suas 24g não é nenhum míssil de longo alcance, mas é um míssil certeiro e que raramente sai a rodar (helicóptero), faz um lançamento linear e certinho, para os simpatizantes dos termos técnicos o seu estilo de natação é uma mistura de wobbling e rolling.
Em termos de eficácia está mais que provado que este jerkbait mexe com o instinto predatório dos Robalos.


Esta é uma cor nova que saiu este ano (2018) e que me inspira bastante, os Robalos que se cuidem...










A Crafty Minnow 150F tem sido uma amostra de eleição para pescar não só em zonas de areia mas também e principalmente em laredos e zonas rochosas, de salientar que até à data ainda não tive nenhuma palheta partida, é uma amostra aerodinâmica e dona de uma natação nervosa e atractiva para os predadores como o Robalo.






terça-feira, 10 de abril de 2018

Abril Sargos Mil

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Apesar de já estarmos na Primavera, os lindos dias de Inverno continuam a marcar presença acompanhados de ondulações que espreitam a Costa Sul, nada de grandes tormentas como no mês passado, mas o suficiente para se poder programar uma pescasita e apanhar alguns pexecos, neste caso uns Sargos. Há que aproveitar porque o verão não tarda está aí 😢 e a Costa Sul vai voltar a ser aquela piscina que todos sabem…


No início desta jornada havia alguma ondulação que foi caindo ao longo do dia, com as canas montadas e a fazerem o seu trabalho começaram a sair umas bailas pequenecas que foram devolvidas, com especial destaque para uma que me fez perder algum tempo numa libertação quase cirúrgica para conseguir tirar-lhe o anzol, no final correu tudo bem e foi à vida dela.

Os Sargos também andavam por lá e foram eles mais uma vez os protagonistas desta jornada, parecia que tinham saído todos da mesma fornada (700/800g) e andavam com bastante apetite, finalmente estava a acontecer aquela jornada de Surfcasting que todos nós consideramos perfeita, sem stresses, sem previsão de chegada de mar forte, sem montagens perdidas, sem estralhos enleados, sem perdas de peixe considerável, sem vizinhos curiosos sempre a olharem cada vez que um gajo recolhe uma pesca, enfim; a pesca fluía calmamente e a bom ritmo.

Correu tudo tão bem que no final o mar ainda me ofereceu uma caixa de esferovite novinha e lavada para emparelhar os meninos para a foto, até parece que foi feita à medida, se tivesse apanhado mais um peixe já não cabia 😊. O resultado final foram dez Sargos de boa bitola que no total acusaram 7,6kg…


Este Inverno perdi alguns dias a estudar pesqueiros na Costa Sul, dias em que levei apenas uma cana e pouco isco só mesmo para apalpar terreno, tirar algumas duvidas e chegar a conclusões, houve dias que nem consegui pescar mas também houve dias positivos mesmo sem capturas (porque aprendi algo sobre aquelas praias que me vai ser bastante útil no futuro) houve um dia que levei um resto de isco que me tinha sobrado de outra pesca, deu apenas para cinco iscadas e em cinco lançamentos apanhei três peixes porreiros (700g) neste dia o objectivo não era apanhar peixe mas sim ver o comportamento do mar naquela praia com aquelas condições…

Tenho a opinião de que todas as pescas são produtivas, mesmo que não sejam em peixe o que acontece muitas vezes, mas servem para afinar alguns pormenores que pairavam com um ponto de exclamação ou até mesmo de interrogação na minha cabeça, acho que a pesca é muito mais interessante e gratificante se aprender com as minhas experiências positivas e negativas do que andar a perguntar a este ou aquele onde é, como é, o que é que eles comem e a que horas, etc. Sempre gostei de ter mérito na pesca, de aprender com os meus erros e pôr em prática as minhas ideias…



Linhas usadas nesta jornada:
  SkyLine 0,24 nos carretos, chicotes Cinnetic e SkyLine  0,40 nos estralhos


No último relato ficou algo por contar, não quis esticar de mais a escrita porque vocês tal como eu não devem ter paciência para ler relatos demasiado extensos.

Então lá vai; como vem sendo hábito todos os anos nesta altura quando vou para uma certa zona gosto de fazer uma visita a um faval que fica quase de caminho, como amante da Natureza gosto que as plantas se sintam bem e confortáveis, então costumo aliviar umas pernadas deste faval para que não se partam com o peso das favas ou com o vento 😉 a noite era de lua cheia o que ajudou bastante à apanha que durou cerca de 20 minutos e rendeu um belo tacho de favas que fizeram companhia ao chouriço preto e ao entrecosto frito 😋


E depois de um dia de surfcasting aos Sargos a patinar na areia um jantar destes vem mesmo a calhar 😋


(Primavera) Quando a Natureza está no seu auge.

Os próximos dias felizmente serão de Inverno e com chuva, o que é bom para a terra receber mais alguma água e também atrasar assim a chegada do tempo quente como aconteceu em anos anteriores que em poucos dias ficou tudo seco que mais parecia um deserto aqui no Algarve e Alentejo…

Pessoal por hoje é tudo, sejam conscientes não deixando lixo nas praias ou nos pesqueiros e libertem os juvenis.
Saúde e força aí.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Jornada Pascoal

“Surfcasting”
Boas pessoal!
Uma jornada que até nem estava prevista acontecer por ser apenas uma pequena janela que o mar proporcionava, mas que dava para fazer uma pescasita rápida e ao ver bem as previsões para a próxima semana pensei que o melhor seria aproveitar ou então ia ser mais uma semana de “ramadão” pelo menos, este Inverno tem sido complicado pescar na praia em algumas zonas da nossa Costa e quando o mar baixa é apenas um dia ou então umas poucas horas…


Mesmo sendo o fim se semana da Páscoa não pude faltar à chamada e lá tive de fazer uma investida a ver se dava com as amêndoas ou com os ovos da Páscoa, tinha apenas umas horitas para pescar e optei por um spot pouco conhecido para fugir à invasão Pascoal que se fez sentir por estes dias no Algarve, a escolha do pesqueiro não podia ter sido melhor, pois estava deserto e ainda saíram duas amêndoas e um ovo 😉

Poucas vezes tenho apostado neste pesqueiro porque normalmente há sempre qualquer coisa que não me corre bem, umas vezes porque faço asneira e outras porque as condições do spot naquela altura ou naquele ano não estão atractivas para o peixe encostar ali, por isso fica quase sempre para último plano como foi o caso. 

No entanto sempre me inspirou e sabia que no fundo havia ali potencial para dar uns bons peixes, era só uma questão de tempo e paciência para o mar um dia desenhar um mapa de areia submerso e perfeito que fosse do agrado do peixe e depois apostar mais vezes claro, sou da opinião de que na pesca não existem fracassos e tento perceber o que falhou ou correu menos bem para que da próxima vez não cometa o mesmo erro, pois na pesca há uma aprendizagem constante e é isso que a torna tão interessante…


Com as varas montadas e tudo preparado era hora de começar a apalpar terreno e tentar perceber se andava por ali alguma coisa de jeito, na primeira revisão que fiz às canas uma pesca vinha comida e a outra estava intacta, pouca actividade inicial mas mais tarde apareceram as Douradas, tive três ferradas mas só consegui tirar duas, a outra infelizmente desferrou a meio da recuperação.


Tal como apareceram assim desapareceram, deixando mesmo a impressão de que era peixe de passagem, mais tarde foi a vez de um bom Robalo que depois de ter dado uma tímida pancadinha encostou quase em seco.

Tal e qual já me tinha acontecido ainda não há muito tempo, o mar que estava previsto entrar por volta da meia-noite chegava à hora marcada, o que impossibilitou a pesca a partir daí, passado 1h tive de me render ao grandioso e dar por terminada esta jornada, quando me ia embora e com a iluminação da Lua via-se claramente que um mar encorpado varria o spot com bastante força…

Mais uma vez a Mãe Natureza mandou-me embora numa noite em que estava a fazer uma boa pesca, mas ela é que manda e por mais que me custe tenho de aceitar e respeitar a decisão dela, no entanto o resultado foi bastante satisfatório com três boas capturas…


Linhas usadas nesta jornada:  
RayLine 0,18 nos carretos, chicotes Cinnetic e SkyLine 0,40 nos estralhos


Como gosto de manter certas tradições, não podia ir para a pesca nesta altura do ano sem levar um folar 😋


A Primavera está aí


Flores de esteva


Com a chegada da Primavera a banda sonora em zonas arborizadas junto à Costa assim como nos seus acessos começa a mudar com o canto dos pássaros, um pequeno pormenor que torna a pesca ainda mais bonita e interessante mas que passa despercebido aos garganeiros da pesca que vão focados apenas naqueles vinte metros de areia onde vão espetar as canas com o intuito de apanhar e guardar tudo e mais alguma coisa que se mexa independente de ser Peixe ou peixinho.

Sintam a magia da pesca e o contacto com a Natureza, o peixe aparecerá mais cedo ou mais tarde…

Saúde e força aí pessoal.